Imagem: Marcus Desimoni
A Samarco encerrou 2025 com resultados financeiros robustos e o maior volume de produção desde a retomada das operações, em 2020. A empresa registrou receita líquida de US$ 1,898 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 1,087 bilhão, crescimento de 30,3% em relação ao ano anterior. Os números foram apresentados em live com investidores, que também detalhou as demonstrações financeiras do período.
O desempenho reflete a consolidação do ramp-up até 60% da capacidade instalada. A produção anual chegou a 15,1 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro, enquanto as vendas atingiram 15,9 milhões de toneladas, aumento de 68% frente a 2024. Para o presidente Rodrigo Vilela, 2025 marcou a estabilização operacional e o fortalecimento da geração de caixa.
A empresa também concluiu a Recuperação Judicial, etapa considerada decisiva para reforçar a governança e a capacidade de execução no longo prazo. Segundo o diretor financeiro Gustavo Selayzim, a estabilidade operacional permitiu avanços significativos na estrutura de capital.
Com foco em retomar 100% da capacidade instalada até 2028, a Samarco prevê investimentos de R$ 13,8 bilhões, o maior aporte de sua história. A companhia afirma que a expansão seguirá pautada pela segurança e pela ausência de barragens de rejeito em operação.
Na área de saúde e segurança, a empresa registrou TRIFR de 0,63, índice melhor que a referência global da indústria. Também manteve 100% de conformidade nos relatórios de estabilidade de barragens e renovou todas as declarações de condição e operacionalidade, mantendo aderência ao padrão internacional GISTM. A descaracterização da barragem do Germano segue avançada, com previsão de conclusão em 2027, antes do prazo legal.
A reparação dos impactos do rompimento de Fundão continuou como eixo central em 2025. A Samarco concluiu o primeiro ciclo do Novo Acordo do Rio Doce e assumiu diretamente as ações antes conduzidas pela Fundação Renova, destinando cerca de US$ 4 bilhões em obrigação de fazer e US$ 2 bilhões em obrigação de pagar. O ano também registrou avanços em indenizações, reassentamentos e ações ambientais, incluindo restauração florestal e monitoramento da bacia do Rio Doce.