Imagem: SAAE Mariana/Reprodução / Marcos Delamore
Na última semana, moradores de Mariana questionaram a qualidade da água fornecida pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) à população local. Para esclarecer a situação, a autarquia municipal detalhou o abastecimento de água no município.
De acordo com o órgão, a água distribuída no município atende rigorosamente aos parâmetros de potabilidade determinados pelo Ministério da Saúde. Além disso, em atenção às informações circuladas nas redes sociais, o SAAE assegurou o monitoramento e o controle de qualidade da água.
“O SAAE reforça que a qualidade da água distribuída em Mariana é monitorada continuamente, conforme os padrões estabelecidos pela legislação vigente. Atualmente a cidade conta com 4 Estações de Tratamento de Água e toda a água é monitorada, desde os mananciais à distribuição”, diz um trecho da nota enviada ao Jornal O Liberal Inconfidentes.
A autarquia de saneamento básico descarta o uso do Rio Ribeirão do Carmo como fonte de captação e afasta quaisquer indicativos de correlação com um acidente ambiental ocorrido em 2015.
“Em relação ao acidente ambiental citado, esclarecemos que os mananciais utilizados pelo SAAE não foram afetados. O Ribeirão do Carmo não é fonte de captação do SAAE, justamente por não atender aos padrões de potabilidade exigidos, embora análises tenham sido realizadas por precaução”, destaca.
Consumo de água em Mariana
Um estudo realizado pela Agência Reguladora Intermunicipal de Serviços de Saneamento (ARIS), responsável pela fiscalização dos serviços do SAAE, indica que Mariana possui um consumo de água de 275%, número superior à média de Minas Gerais.
A respeito desse dado, a empresa ressalta que o uso excessivo acarreta diversas consequências ambientais e impacta a disponibilidade de água nas fontes de captação do recurso. “Esse fator contribui para a pressão constante sobre o sistema de abastecimento e reforça a importância do uso consciente da água por toda a população”, revela.
Revisão Tarifária
Desde 2019, o SAAE Mariana não passa por uma revisão tarifária. O congelamento de seis anos impactou os serviços de água e esgoto, e desequilibrou a arrecadação, fazendo com que a empresa não tenha autonomia financeira.
Segundo a autarquia, 91% de toda a receita que mantém o abastecimento de água e o esgotamento sanitário, em Mariana, é advinda da Prefeitura Municipal, enquanto 6,39% é arrecadado com a Tarifa Básica Operacional (TBO).
“O SAAE reconhece a necessidade de investimentos contínuos em modernização e ampliação do sistema de abastecimento. No entanto, é fundamental destacar que o município enfrenta um índice de inadimplência elevado, atualmente em 67,7%, o que impacta diretamente a capacidade financeira da autarquia para realizar grandes investimentos estruturais”, informa.
A revisão tarifária tem o objetivo de equilibrar o valor da tarifa com os custos operacionais de saneamento básico. Nesta terça-feira (16), às 14 horas, o Plenário da Câmara Municipal de Mariana recebe a reunião entre o SAAE e a Agência Reguladora Intermunicipal dos Serviços de Saneamento de Minas Gerais/ARIS-MG para tratar sobre o abastecimento de água e o esgotamento sanitário no município de Mariana.
Para garantir segurança na qualidade da água e apresentar os resultados das análises, o SAAE disponibilizou os relatórios de qualidade da água para consulta pública no site oficial.
“O SAAE de Mariana reafirma seu compromisso com a transparência, a qualidade dos serviços prestados e a busca constante por melhorias no abastecimento de água, permanecendo à disposição da população e da imprensa para quaisquer esclarecimentos adicionais”, concluiu.