Imagem: Divulgação/Seinfra / Marcos Delamore
A assinatura do contrato de concessão da BR-356 entre Ouro Preto e Mariana, na Região Central de Minas Gerais, deverá acontecer em janeiro de 2026. O trecho de 76,7 quilômetros da rodovia será administrado pelo Consórcio Rota da Liberdade, criado pela Construtora Metropolitana.
O distrito de Cachoeira do Campo, em Ouro Preto, contará com um contorno viário de 7,3 km em pistas duplas. Outra ação prevista no projeto é a implementação de uma área de escape na Serra da Santa, em Itabirito. As intervenções compõem as obras de reestruturação da BR-356, principal rota de acesso a cidades históricas do estado.
O consórcio Rota da Liberdade arrematou o leilão de um lote rodoviário de 190,1 km ao propor um desconto de 13,2% sobre a tarifa básica de pedágio prevista no edital e será responsável pela concessão nos próximos 30 anos. Em setembro deste ano, a empresa venceu o lote Via Liberdade, da Bolsa de Valores (B3), e passará a operar a rodovia que interliga Ouro Preto e Mariana, passando por onze municípios mineiros, incluindo trechos das rodovias BR-356, MG-262 e MG-329.
O projeto dispõe de um investimento total de aproximadamente R$ 6 bilhões, sendo R$ 2 bilhões provenientes de recursos do acordo de repactuação pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em novembro de 2015. O Novo Acordo visa avanços estruturais, sociais e econômicos para as comunidades impactadas. O objetivo é impulsionar a logística, o turismo e a economia da região, tendo a cobrança de pedágio após a conclusão das obras iniciais.
Após a assinatura do acordo, a concessionária terá um prazo de 30 a 60 dias para iniciar a operação e protocolizar o cronograma das obras. A duplicação da rodovia é considerada uma das principais intervenções de mobilidade em Minas Gerais. As obras vão priorizar o trecho entre a BR-040, na Grande BH, e Mariana, que passará por duplicação completa. Em seguida, entre Mariana e Ponte Nova, estão previstas requalificações e a construção de terceiras faixas. Um ponto de parada e descanso para caminhoneiros em Amarantina, um Centro de Controle Operacional e três bases de serviços operacionais também serão construídos.
As obras visam promover melhorias na mobilidade, minimizar o risco de acidentes e viabilizar a ligação entre a capital mineira e as cidades de Mariana e Ouro Preto, patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais, reconhecidas nacional e internacionalmente, e que recebem grande fluxo turístico. O projeto também é tido como crucial para escoar a produção da região, que concentra atividades mineradoras, industriais e do setor de serviços.