5 e meia da manhã de uma terça-feira.
Minha filhinha de cinco aninhos acorda e decide: “Mamãe, dá tempo de fazer o dever de casa!”
Acontece que o dever de casa, tinha três páginas. Já eu tinha – no mínimo – uns trezentos capítulos de sono acumulados.
E a verdade é que minha filhinha, já quase que em uma rotina de adulta, precisa ficar fora de casa o dia inteiro, na escolinha. Até almoça fora!
Mas, vez ou outra, como uma adulta, chega em casa muito cansada e acontece o quê? Aquela pilha duracell que ela mantém carregada 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, acaba. Aí, ela não consegue fazer o dever de casa…
Entretanto, naquele início de manhã, ela queria sim, com certeza, com determinação e com disposição, fazer o dever de casa sobre adivinhas. Mas, como não consegui responder e, na verdade, nem sabia direito o que ela estava perguntando, ela pegou meu celular, abriu o navegador, apertou o microfone e perguntou: “Google, o que é o que é: cai em pé e corre deitado?” Ao que a secretária do Google – denominação dada por minha filhinha – respondeu: “Não entendi o que você falou. Por favor, pode repetir?”
Então, ela rachando de rir e bastante surpresa sentenciou: “Mãe, o Google é burro! Mãe, o Google não sabe nem o que o que é!”
Foi o suficiente para eu despertar, morrer de rir e levantar para encarar mais um dia cheio de advinhas e desafios. No entanto, com muito mais leveza, daquela que só mesmo uma criança pode nos proporcionar.
@priscillaportoescritora – Jornalista e autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para um pessoal especial.