Imagem: Freepik/Victória Oliveira
Nas últimas semanas, estudantes da Faculdade Alis, localizada em Itabirito, foram surpreendidos com a suspensão dos cursos de Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção, ambos em andamento na instituição. A decisão impacta diretamente os alunos matriculados, e atinge principalmente aqueles que já se encontravam em semestres avançados.
Fundada há mais de uma década, a Faculdade Alis é uma instituição particular que oferece atualmente mais de dez cursos de graduação nas áreas da saúde, administração, engenharia e inovação. De acordo com relatos, que foram encaminhados pelo portal Agito Mais, os alunos foram informados da suspensão durante uma reunião após o período de rematrículas já ter sido iniciado. A justificativa apresentada teria sido a baixa procura e o número reduzido de matriculados. Como alternativa, a instituição ofereceu a possibilidade de transferência para o curso de Engenharia Civil.
Embora as engenharias compartilhem disciplinas básicas nos semestres iniciais, o que pode permitir algum reaproveitamento de grade, trata-se de áreas com formações, campos de atuação e perfis profissionais distintos, o que dificulta a adaptação para alunos que já haviam definido sua área de interesse. Por isso, para os estudantes afetados, a decisão pode representar prejuízos acadêmicos e financeiros, considerando o tempo de curso já cumprido e os investimentos realizados até o momento. Além disso, a mudança pode limitar as possibilidades de continuidade dos estudos na própria cidade.
Em nota enviada ao portal, a Faculdade Alis informou que a medida integra o planejamento acadêmico para o ano de 2026. A instituição afirmou que os alunos impactados foram comunicados ainda em dezembro, durante reunião presencial, e posteriormente por e-mail e WhatsApp. A direção destacou que todos os estudantes estão recebendo atendimento direto e individualizado, com o objetivo de garantir a continuidade da formação acadêmica, e que o processo foi conduzido com responsabilidade e transparência.
Do ponto de vista legal, a legislação educacional brasileira permite ajustes e a descontinuidade de cursos, desde que sejam assegurados os direitos dos alunos matriculados. Entre os principais pontos estão a comunicação prévia, a oferta de alternativas viáveis e a não interrupção abrupta da formação. Em situações como essa, as soluções mais comuns incluem a transferência interna, convênios com outras instituições de ensino ou planos de adaptação curricular, conforme previsto nas normas do Ministério da Educação (MEC).
O Jornal O Liberal informa que tentou contato com a instituição para obter posicionamento oficial, mas não localizou um endereço de e-mail válido para comunicação. Por telefone, um dos números disponíveis direciona para atendimento automático, enquanto o outro não completa a chamada, com a mensagem de número inexistente. O veículo permanece à disposição para atualizar a matéria caso a instituição, seus representantes ou alunos se manifestem oficialmente.