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Mariana assina ordem de serviço para restauro da Igreja da Confraria

Mariana assina ordem de serviço para restauro da Igreja da Confraria

Imagem: Arquidiocese de Mariana/Marcos Delamore

Fechada desde 2022, a Igreja Nossa Senhora dos Anjos, mais conhecida como Igreja da Confraria, em Mariana, na Região dos Inconfidentes (MG), será restaurada. O prazo para conclusão das obras é de dez meses.

A assinatura da ordem de serviço da primeira etapa do processo de conservação do bem patrimonial marianense foi feita na terça-feira (16) pelo prefeito Juliano Duarte (PSB), pela equipe do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (COMPAT) e representantes da Arquidiocese de Mariana.

De acordo com a administração municipal, o projeto, orçado em R$ 1.533.247,83, será executado pela empresa AGD Construções LTDA, com recursos do Fundo Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural (FUMPAC). A iniciativa faz parte de um conjunto de obras em Mariana para preservação de patrimônio.

Durante a solenidade, o prefeito Juliano Duarte destacou o trabalho de restauração do patrimônio histórico e cultural. “Nós estamos falando de um patrimônio que corre risco de cair e esse recurso é fundamental para a primeira etapa, que é dar estrutura e estabilidade. Dando estabilidade e segurança, a gente vai trabalhar, e nós já estamos trabalhando, para conseguir os recursos para a segunda etapa, que é dos elementos artísticos”, afirmou.

A Igreja da Confraria passará por serviços de recuperação das paredes, das cimalhas, das janelas, do teto e de uma drenagem adequada no solo. Para um dos responsáveis pela obra, Bruno Ferreira, a intervenção inicial busca “deixar a estrutura preparada para receber o restauro dos elementos artísticos e da iluminação futuramente, além de entregá-la à comunidade para que seja utilizada de acordo com seu objetivo”, afirmou.

O secretário de Cultura de Mariana e presidente do COMPAT, Eduardo Batista, destacou que, durante o período de restauro, serão arrecadados recursos para a segunda fase da reforma, que busca salvaguardar os elementos artísticos e o ilumino técnico.

Para ele, “o poder público tem o dever de salvaguardar todo o seu patrimônio material e imaterial. Então, partindo do princípio da obrigatoriedade, nós nos sentimos muito satisfeitos. Agora, pelo princípio da humanidade, que é o que nos motiva, poder ver o brilho nos olhos da comunidade de ter o seu templo reformado, isso nos enche de orgulho e de admiração”, disse Marcos.

Com a intervenção, poderão ser retomadas as atividades no templo, como missas, encontros e a tradicional Festa da Bandeira do Divino Espírito Santo. A igreja faz parte do Conjunto Arquitetônico e Urbanístico do município de Mariana, no centro histórico da cidade, e foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 1939, e pelo COMPAT, tendo sido criada no século XVIII.

Representando a Arquidiocese de Mariana, Padre Geraldo frisou o caráter emergencial da obra para preservar a memória e o legado de fé. “Essa é uma obra muito aguardada pela comunidade, mas é importante ressaltar que é apenas a fase inicial, justamente para salvaguardar a parte estrutural, que são as situações mais críticas da igreja. Então, para nós, é uma alegria, uma expectativa grande da comunidade em garantir a integridade do prédio”, salientou.

Diante do risco iminente de colapso e para evitar incidentes, em caráter de urgência, o projeto estrutural foi aprovado e teve início nesta segunda-feira, 19 de janeiro. A expectativa é que, em breve, o templo religioso seja reaberto aos fiéis, à população e aos visitantes.

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