Sede da Polícia Civil em Itabirito. Imagem: Victória Oliveira/ Victória Oliveira
A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu nesta segunda-feira (15) um homem de 56 anos investigado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver em Itabirito.
A prisão está relacionada ao desaparecimento de Francineuma Barbosa de Sousa Alves, de 50 anos. A moradora do bairro Meu Sítio, mãe de duas filhas, havia sido vista pela última vez em fevereiro de 2025. Desde então, familiares, amigos e moradores da cidade se mobilizaram em buscas por informações sobre seu paradeiro.
Segundo a Polícia Civil, a apuração começou após o registro do desaparecimento. Ao longo dos últimos meses, foram realizados depoimentos de testemunhas, análises documentais, levantamentos telemáticos e exames periciais.
De acordo com a corporação, os elementos reunidos permitiram descartar a hipótese de desaparecimento voluntário. A conclusão do inquérito aponta que Francineuma foi vítima de feminicídio e que o autor do crime teria ocultado o corpo após o assassinato.
O suspeito foi indiciado pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver e permanece à disposição da Justiça, que dará continuidade ao processo criminal. Em nota divulgada pela Polícia Civil, não foram informados detalhes sobre a localização do corpo da vítima.
Crime reflete realidade nacional
A morte de Francineuma se soma a uma realidade que segue preocupante em todo o país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, o equivalente a mais de quatro mulheres assassinadas por dia em crimes motivados pela violência de gênero.
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher em razão de sua condição enquanto mulher, geralmente associado a contextos de violência doméstica e familiar ou discriminação de gênero.
Mulheres em situação de violência, assim como familiares, amigos ou vizinhos, podem buscar ajuda por meio dos seguintes canais:
● Ligue 190 em casos de emergência ou risco imediato;
● Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, disponível 24 horas por dia;
● Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher;
● Ministério Público ou Defensoria Pública.