No próximo domingo, dia 4 de outubro, iremos às urnas para a escolha de nossos governantes, pelos próximos quatro anos. Definiremos, para o próximo mandato, presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Será um dia de escolhas, de opiniões divergentes, cada um com a sua convicção.
Milhões de brasileiros chegarão às suas sessões eleitorais levando consigo não apenas números para digitar, mas também histórias, esperanças, preocupações, lembranças e maneiras diferentes de enxergar o país.
É natural que pessoas que se conhecem, que são amigas, ou mesmo que se amem pensem diferente e consequentemente tenham candidatos diferentes. Discordar faz parte da democracia, o que não pode acontecer é que esta discordância se transforme em desrespeito para com o outro.
O voto é secreto e pertence exclusivamente a quem o deposita na urna. Ninguém deve ser pressionado, humilhado ou tratado como inimigo por ter escolhas diferentes.
Divergências sempre existiram e sempre vão existir, mas de uns tempos prá cá estas divergências estão extrapolando a ideologia e se transformando em um nível de fanatismo que ultrapassa o limite do bom senso. As pessoas estão agressivas, intolerantes e perdendo a capacidade de raciocinar objetivamente.
É triste que, por causa de uma escolha política, amigos se afastem, irmãos parem de falar um com o outro, famílias se dividam e pessoas que compartilhavam alegrias, tristezas, dificuldades, aniversários e momentos importantes passam a se olhar como se fossem inimigas.
A política faz parte de nossa vida. O voto é um direito importantíssimo, e cada um de nós exerce este direito na cabine de votação, de acordo com suas convicções e sua consciência, o que não podemos permitir é que uma eleição nos faça esquecer de quem está do nosso lado.
O amigo que pensa diferente continua sendo o amigo que esteve conosco quando precisamos, o irmão que vota diferente continua sendo nosso irmão. O pai, a mãe, o filho, o vizinho, o colega de trabalho, continuam sendo as mesmas pessoas com quem dividimos a vida antes que a campanha começasse, e nenhuma eleição deveria ter o poder de apagar isto.
O Brasil é muito grande e nosso povo muito diverso, precisamos de união. As eleições duram um dia, mas a vida acontece em todos os outros, e ainda há muito futuro para construirmos juntos.