Imagem: Divulgação Vale S.A./ Victória Oliveira
O Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) autorizou a Vale a ampliar o reaproveitamento de rejeitos de minério de ferro e a capacidade de disposição de materiais em cavas do complexo minerário de Vargem Grande, em Itabirito, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi aprovada por unanimidade na sexta-feira (23 de outubro) e contempla a barragem Maravilhas II e as cavas Galinheiro e Sapecado.
O reaproveitamento consiste em processar novamente os rejeitos para recuperar o minério de ferro que ainda permanece nesse material após o beneficiamento. A atividade permite aproveitar parte do recurso mineral que seria descartado, mas não elimina a necessidade de destinar adequadamente os resíduos restantes.
A autorização permite ampliar em 2,5 mil toneladas por ano o reaproveitamento de rejeitos da barragem Maravilhas II, alcançando um total de 8.129 toneladas anuais. O material será processado na Instalação de Tratamento de Minério da mina do Pico, integrante do complexo de Vargem Grande.
Ampliação da capacidade das cavas
A licença ambiental também autoriza o aumento da capacidade de disposição de rejeitos na cava Galinheiro, que poderá receber mais 457,8 mil metros cúbicos, chegando a um total de aproximadamente 2,3 milhões de metros cúbicos.
Segundo informações apresentadas pela Vale à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a medida está relacionada ao processo de descaracterização da barragem Vargem Grande, que busca fazer com que a estrutura deixe de operar como barragem de rejeitos.
Parte do material acumulado nessa barragem passou a ser destinada à cava Galinheiro após a concessão de uma licença ambiental em 2025. De acordo com a empresa, a capacidade inicialmente prevista não foi suficiente porque o reaproveitamento dos rejeitos apresentou desempenho abaixo do esperado. Com a redução do volume processado, foi necessário ampliar a capacidade de disposição do material.
A autorização também contempla a cava Sapecado, que poderá receber 3,65 milhões de metros cúbicos de estéril. Esse material é composto por rochas e outros materiais retirados durante a mineração que não apresentam aproveitamento econômico nas condições consideradas. Conforme as informações apresentadas pela empresa, não está prevista a extração de minério de ferro nessa cava até 2036.
Segundo o processo de licenciamento, as alterações autorizadas não modificam a área diretamente afetada pelo complexo minerário. A decisão não informa o prazo previsto para a conclusão da descaracterização da barragem Vargem Grande nem o volume de rejeitos que ainda permanece na estrutura. T