Estamos em período eleitoral e todos estamos diante do dever de votar para escolher novos governantes e representantes parlamentares no Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e governos dos Estados. Concordam os analistas da política brasileira que os eleitores chamados a opinar em favor deste imenso Brasil dispõem hoje de meios de comunicação que permitem a todos se manterem bem informados sobre candidatos. O que se espera é que contribuam, com seu voto livre e consciente, para que o Brasil avance como nação moderna, democrática, tolerante e criativa, em continuidade às grandes transformações que vêm ocorrendo no país e em todo o mundo. Na urna eleitoral, todos se igualam no exercício de sua cidadania e na responsabilidade para com o Brasil e a construção do futuro desejável.
É hora de o cidadão consciente lembrar que o Brasil é um grande país, com imenso território, em processo de transformação evolutiva, complexo e populoso, em veloz urbanização e industrialização, com imensas potencialidades quanto aos seus recursos naturais e territoriais e promissoras possibilidades quanto à construção de um futuro melhor. E que escolham governantes e parlamentares capazes de pensar e enfrentar as questões graves do Brasil: a eliminação da pobreza ainda existente, as insuficiências dos serviços de saúde, garantir o acesso à escola e à formação profissional, a elevação da produção de alimentos, a geração de empregos e de moradia. E que haja inclusão e mobilidade social. E que avancemos nos investimentos em ciência e tecnologia. E que se mantenha a confiança no futuro possível e desejado, com a ascensão social de sua população mais necessitada.
O Brasil permite hoje elevada mobilidade social decorrente do crescimento econômico dos últimos anos. E suas instituições cívicas e democráticas estão em plena atividade. Partidos políticos estão ativos e a Justiça Eleitoral garante um processo eleitoral justo e universal. Os candidatos já se apresentam. O que se espera é que haja qualidade, responsabilidade, patriotismo e verdade no debate eleitoral, superando a polaridade ideológica quando obstrutiva e paralisante. E que ocorra a renovação desejável de mandatos, com a vinda de novas ideias e propostas, novos compromissos, evitando a perpetuação dos parlamentares e o imobilismo político, com a perpetuação de castas e predomínios de políticos e domínios eleitorais — perpetuação que se torna antidemocrática.
O Brasil precisa avançar na eficiência da gestão pública e na governabilidade. E superar a burocracia estatal, privilégios e desvios éticos. Precisa de instituições republicanas sólidas e atuantes. E, especialmente, de um Poder Legislativo que vote as leis de que o Brasil precisa para avançar. Há que se respeitar as posições políticas, mas o interesse nacional precisa estar acima dos conflitos. É preciso reconhecer que os desafios são muitos, surpreendentes e inusitados. E que vivemos em um mundo de transformações extremas, velozes e surpreendentes, que influem nas ações governamentais, mas também na vida de todos nós.
São questões que devem, também, orientar o voto consciente do eleitor no seu momento cívico de escolher seus governantes e representantes. A eleição universal, que colhe o voto de todos, é a festa maior da democracia e do regime republicano — e o direito fundamental de todos.