Inimigos de sua própria espécie, se verdade que humanos são, voltaram a atacar, desta vez, em Mariana, onde danificaram unidade do Serviço de Abastecimento de Água e Esgoto – SAAE. Inimigos da própria espécie porque, sendo capaz de sobreviver por algumas semanas, sem comida, o ser humano não aguenta mais que quatro dias, sem água. Por isso, em situação de conflito armado, corte de água à população é crime de guerra dos mais cruéis, uma vez que pessoas inocentes e indefesas são as maiores vítimas. O crime, acontecido no início deste abril, causou o desabastecimento ao bairro Vila Verde e parte baixa do Cabanas, segundo informe do próprio SAAE. Há pouco mais de um ano, fevereiro de 2022, ataque se deu contra a ETA do Funil, no município de Ouro Preto. Naquele ataque, constatou-se pura sabotagem com fins obscuros e, em Mariana, pelo que se informa, foi furto. Entretanto, em ambos os casos, as consequências teriam sido trágicas, se as circunstâncias favorecessem aos criminosos. Parece ter virado moda falar em genocídio, mas esses dois ataques são tratados como crimes comuns e não são. Embora de difícil obtenção, o resultado teria sido funesto, nos dois casos, razão pela qual tal tipo de crime deveria ser classificado como tentativa de genocídio, punido com pena severa.