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O Berro do Bode Zé
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“Paraquedista sem avião” a ser regulamentado

A recorrência tem sido a característica de vários assuntos aqui abordados e repetidos com certa frequência, como pisca de alerta quanto a possíveis problemas no futuro. O tempo avança, surgem novas práticas, novos costumes, novos hábitos que, de repente, são adotados pela grande maioria das pessoas, muitas vezes, desavisadas quanto a riscos para si e ou para outrem. Um desses hábitos ou práticas, talvez até mania, sob a desculpa da comodidade e liberdade para as mãos, é a mochila. Parece que todo o mundo resolveu ser paraquedista, notando-se que alguns parecem imitar o caramujo, tão grande o volume carregado às costas, enquanto as mãos portam o brinquedinho eletrônico, já considerado a quarta parte em que se divide o corpo humano, depois de cabeça, tronco e membros. Quanto ao celular há muitas informações quanto aos riscos e inconveniências de seu uso em determinados espaços, momentos e circunstâncias. Se não observadas as recomendações, é problema de educação de cada um. Quanto à mochila nas costas, quem a porta deveria portar, também, o aparelhinho chamado desconfiômetro. Explica-se: o paraquedista, em avião, entra todo aparamentado e equipado, pronto para o salto. Já o “paraquedista sem avião” não deveria portar a mochila às costas, dentro do coletivo, considerado o risco de, ao se virar, por qualquer motivo, atingir o rosto de alguém sentado, além de muito incomodar outras pessoas. Ao atingir uma pessoa no rosto, esta pode ser ferida por algo metálico, como um zíper, por exemplo. É hora de alguém com autoridade para pôr ordem na casa, ops, na “busão”, determinando que dentro de coletivos, mochilas devem ser carregadas com as mãos; antes que um acidente gere um BO, um processo e, aí, uma mochila pode sair muito cara!

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