Não resta dúvida de que comprar pela internet é uma tremenda comodidade, que muitos só estão a descobrir, agora, durante a pandemia, durante o “fique em casa” compulsório, que limita movimentos de uns e de outros, de quem está a comprar e de quem está a vender. Dentro de casa, à frente do computador ou, para os que preferem, tendo às mãos o celular, corre-se pelo mundo, incluindo-se aí o comércio com tudo o que tem a oferecer; sem cansar as pernas e sem risco de atropelamento; sem riscos de acidente com o próprio veículo; sem ter contato com eventual vendedor(a) antipático(a), sem inúmeros inconvenientes de uma compra presencial. Pena é que, quem agora chega às compras pela internet não mais a encontra tal qual era, no início. Quem por ela compra, há mais tempo, sabe das manhas e artimanhas, tretas e mutretas. Desde a pesquisa, se tem o hábito de fazê-la, o consumidor se vê mais em dúvidas do que orientado quanto ao que lhe interessa, acrescentando-se o incômodo bombardeio de ofertas e sugestões suspeitas, fruto do rastreio que fazem de suas ações na web. Na hora da compra, de fato, antes o caro na loja conhecida e reconhecida do que o barato, na superdesconhecida, além de que o frete pode ser mais caro que o produto, quando este é entregue, bem entendido. Quem, no supermercado, escolhe produto pelo preço, na prateleira, sabe que pode, no caixa, ter a surpresa de preço majorado. Também na internet, o preço no “check-out” (caixa virtual) pode ser superior ao preço exibido na página de venda. São “pegadinhas” desagradáveis aos empolgados com o que pensam ser vantagem. Promoção, muitas vezes, é enganação, com destaque para a tal “black Friday” que, no Brasil, converteu-se em baita armadilha ou “black fraude”.
Asfalto, obra eleitoreira
Já se torna recorrente a chegada do asfalto, nem sempre bem-vindo, durante campanhas eleitorais, enquanto providências mais urgentes são deixadas às calendas gregas. Fala-se muito e mentiras não poucas sobre meio-ambiente, ambientalismo, que se quer preservado e praticado longe dos conglomerados urbanos, lá no mato, na floresta, nos campos, nos cursos d’água, onde tudo ficar como está e nada explorado, ainda que à custa da fome. Está provado que o calçamento de pedras ou de “bloquetes”, bem feito (não pedras espalhadas) é mais benéfico, porque não impermeabiliza o solo, como o asfalto, bem como não eleva a temperatura ambiente. O asfalto deveria estar restrito às rodovias, para o bem da saúde e da segurança nas cidades! Mas, se ao político o asfalto é mais cômodo, aos incautos é mais chique, razão pela qual, só depois de uma chuvarada se veem as dolorosas consequências de uma pavimentação, ambientalmente incorreta. Com a inundação é o salve-se quem puder! Aí o chique vira xingamento que o povo grita, mas o político nem ouve! Ele já catou os votos! É o que poderá acontecer na Praça Coronel Ramos (Cachoeira do Campo) por força da enxurrada que as insuficientes bocas-de-lobo não conseguirem absorver ao rolar pela Rua São Francisco. Onde estão os “políticos verdes”? Devem ter amadurecido e apodrecido!