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O Berro do Bode Zé
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Acordem caras-pálidas!

A quem a vê pela primeira vez, Ouro Preto é cidade que parou no tempo, segundo expressão ouvida algumas vezes. Se é verdade por um lado, deixa de ser por outro, porque a vida nela continua e, assim sendo, problemas existem, alguns por algum tempo, outros cíclicos e de acordo com circunstâncias e mais outros, que parecem eternos. Entre os cíclicos estão os decorrentes das chuvas, a cada verão, desde 1979, quando a cidade quase foi a pique, durante os primeiros quarenta dias daquele ano. Basta uma chuva persistente de três dias para tudo começar a se desmanchar, causando bloqueios em ruas, o que acaba por afetar a mobilidade sobre rodas, nesta época a parecer que ninguém tem pernas. Já era hora de haver um plano B para o trânsito, uma vez conhecidos os pontos negativos, entre os quais a Rua Padre Rolim, sempre fechada por ocasião de chuvas; mas não, a cada “invernada” corresponde um improviso. Dia destes, durante pausa da chuva, Rua Padre Rolim à entrada da Praça Tiradentes, embolamento de veículos, alguns a demandar a Rua Henri Gorceix (Rua Nova) e outros a Doutor Rocha Lagoa (das Flores). Pela Rua das Flores desceu até micro-ônibus. Na Rua Conde de Bobadela (Direita), veículos subiam como se engatados um ao outro. Pedestre não conseguia atravessar. Na Praça Reinaldo Alves de Brito (Praça do Cinema), uma confusão desnecessária, causada por veículos que desciam a Rua das Flores, mas não podiam seguir pela Rua São José, com trânsito bastante volumoso e mão direcional invertida. Engrossavam, então, a fila vinda da Rua São José e subiam a Rua Direita, voltando ao ponto de que haviam descido. Por que nenhuma orientação no início da Rua das Flore? Enquanto isso veículos da Ourotran eram vistos entre a massa metálica circulante! Coisas de Ouro Preto!

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