Entre produtos tecnológicos de grande impacto popular destaca-se, sem dúvida, o celular. É a grande maravilha da comunicação, que veio para tirar do isolamento social grande número de indivíduos que, sem ele continuaria sem acesso à informação e, não poucas vezes, sem contato com seu círculo familiar, em decorrência do espaço que os separava. Criado para o bem, entretanto, pode levar a resultados contrários, para si ou para o próximo, se não usado quando, como e para o que se deve. Um dos primeiros males é o uso exagerado, sem limites, afetando, desde a saúde do usuário até seu relacionamento com pessoas, passando pelo aproveitamento nos estudos pela produtividade no trabalho e pela interrelação familiar. O uso exagerado vicia, causa dependência e intoxica, mentalmente, a pessoa com informações desnecessárias, em prejuízo das prioridades. É como para o organismo físico alimentar-se de “porcarias”, em detrimento da alimentação saudável, regular e equilibrada. Infelizmente, o que se vê é grande parcela da população, perigosamente, apegada ao aparelho, a ponto de pessoas interromperem um passeio, uma saída de casa por terem esquecido o celular; pessoas ficarem completamente baratinadas porque o aparelho parou de funcionar ou porque caiu a rede social de sua preferência. Esse apego e uso exagerado pode levar a acidentes, em decorrência, por exemplo, de distração enquanto transitam em público, de olhos fixos e dedos nervos a cavacar no celular. Falou-se aqui tão somente sobre o exagero no uso que, logicamente, dispensa de considerar outros, já inclusos, como fofoca, disseminação de inverdades sobre o próximo ou calúnia. Há os que se vangloriam de “furos de reportagem”, ao disseminar imagens de cenas trágicas de acidentes ou de conflitos entre pessoas, sem se importar com o que podem causar a parentes, eventualmente conectados. Celular pode ser bom, mas usado com juízo!