O Liberal
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O Berro do Bode Zé
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Vive-se entre loucos!

Tudo que é bom dura pouco! Já se dizia, no passado quando, ainda que não letrados, porém dotados de educação de berço, todos se ligavam no desconfiômetro no que se refere ao direito do semelhante. O que era privado, ficava no privado e o que era público, também tinha seus limites, para que não atingisse direitos no privado. Em edição recente, louvou-se, aqui, a realização de uma festa aberta ao público, sem que causasse incômodos aos não presentes no local do evento. Não se produziram sons e ruídos, que extrapolassem o local. Mas na última semana, em local diferente, o que se ouviu e se sentiu foi o contrário da vez anterior. Uma festa de natureza privada perturbou até o alvorecer, impedindo que pessoas gozassem do seu direito ao sossego e que dormissem, conforme o exigido pela natureza humana! Se ainda fosse música, como nas serenatas de outrora que, depois do enlevo, levavam ao relax e consequente continuidade do sono, era mais coisa de doido; um “tã-tã” eletrônico, entremeado de gritos e berros! Gente, onde se vai parar com isso? Claro que gosto não se discute; uns gostam dos olhos, outros da remela. Entretanto, que cada um curta seu gosto bizarro ou extravagante, assim como no mais íntimo dos atos: entre quatro paredes! E “c’est fini”!

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