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Ano eleitoral avança e convida a todos para o voto consciente

Mauro Werkema

Passados o Carnaval e a Semana Santa, a atenção do cidadão se volta para a realidade da vida no seu dia a dia: vida familiar, trabalho, convivência comunitária. E para o ano eleitoral que todos vivemos neste 2026, em que todos terão que exercer seu voto, essencial ao exercício da cidadania e da república democrática. É hora, portanto, também de lembrar que o voto, na urna eleitoral indevassável, é o direito básico de todos os cidadãos, sem quaisquer distinções, participantes ativos da sociedade. No voto, todos são iguais neste dever cívico essencial ao regime democrático e no exercício de escolher seus representantes, elegendo, este ano, o presidente da República, governadores de Estado, senadores e deputados federais e estaduais. É hora, também, de julgar os políticos e seus desempenhos, que poderiam justificar a renovação de seus mandatos.

Na cabine do voto, nos regimes democráticos, neste dever cívico dos regimes representativos, o cidadão deve exercer livremente sua consciência cívica, ou seja, realizar escolhas dos homens e mulheres que disputam seu voto e avaliar bem seus currículos, propostas, passados, probidade com o dinheiro público, compromissos com os interesses comuns da sociedade e do Brasil. Este é o dever do cidadão livre e consciente, compromissado com sua comunidade e com suas causas, exercendo sua consciência cívica com olhar ampliado, crítico, soberano e livre — atributos essenciais a uma verdadeira democracia representativa — e com o olhar e compromisso com o Brasil, que muito precisa de bons governantes.

É claro que o primeiro olhar do cidadão se dirige para sua cidade, para a região onde vive, serviços públicos básicos, carências, questões comuns da vida urbana e regional, mesmo quando a eleição não é municipal. Mas é essencial que o eleitor esteja consciente das questões que afligem o Brasil, o Estado e, muito especialmente, a qualidade da representação parlamentar — senadores e deputados — que serão escolhidos este ano. E os que já têm mandatos, merecem ser reconduzidos? O Poder Legislativo tem, nos nossos dias, funções e poderes ampliados, e uma renovação seria muito oportuna e bem-vinda. Novas ideias e novos projetos tornaram-se, neste momento, muito necessários, quando o Brasil, os Estados e a vida em geral passam por mudanças e novos desafios: questões urbanas, ambientais, de saúde e educação, habitação, serviços públicos, obras públicas, segurança e inúmeras dificuldades que se apresentam a todos. Este é o horizonte que deve ser avaliado na decisão do voto.

O voto consciente é essencial ao processo democrático, que pressupõe a renovação de mandatos. O exercício da vida pública não é negócio nem pode admitir a continuidade de mandatos reconquistados através de favores, políticas clientelistas, uso indevido de recursos públicos para eternização de políticos carreiristas, que usam as famosas emendas parlamentares para benefícios eleitorais e sem o critério essencial do benefício público. E que, quase sempre, como vem sendo fartamente denunciado, são usadas para perpetuação dos mandatos eletivos. O bom uso do dinheiro público pelos políticos é critério essencial para a sua avaliação através do voto consciente.

Na urna, solitário com sua consciência, absoluto no seu voto, o cidadão livre, informado e atento exerce seu dever cívico fundamental, em decisão que sustenta o regime democrático, que se baseia na alternância de mandatos pela livre escolha dos eleitores. São muitas as questões que afligem o cidadão, dos mais necessitados aos mais ricos, mas todos igualados no poder do voto. É imperioso, portanto, que as escolhas sejam livres e exercidas no pleno exercício de sua vontade, condição essencial do regime democrático, que tem nas eleições sua sustentação ética, moral e política, garantindo que os escolhidos sejam homens e mulheres capazes de decidir pela representação política. É o que a sociedade espera.

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