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O Berro do Bode Zé
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Sobra esperteza e falta fiscalização

O destino de material descartável, seja ele lixo, entulho ou reciclável é um problema de consciência e educação do cidadão, na ponta inicial, e de administração pública (fiscalização) na ponta final. O lixo devidamente acondicionado e disponibilizado em locais determinados, em dia e hora determinados, tem seu destino providenciado pelo serviço de limpeza urbana; o entulho (restos de demolição, de limpeza de quintais, etc.) é de obrigação do proprietário, mediante contrato com caçambeiro autorizado, que providencia descarte em local fixado pela administração pública (meio ambiente); material reciclável é de obrigação do proprietário confiar a pessoas ou serviços,, que providenciam seu reaproveitamento mediante processo de reciclagem. Em muitos casos, por faltar consciência e educação, sobrando muita esperteza e “panduragem” no caso do entulho especificamente, o material é descartado à margem de ruas desertas, em lotes vagos ou, pior, dentro de cursos de água. Se houvesse fiscalização efetiva, tais abusos poderiam ser contidos, mas não há, com exceção do “disque-fofoca” que ouve denúncias de desocupados em relação a quintais vizinhos, devidamente murados, mas que a julgamento dos fofoqueiros precisam ser capinados. Quanto a isso, proprietários são ameaçados de multa e o diabo-a-quatro, enquanto que os que, realmente, violam a lei e agridem a comunidade com o desconforto da sujeira, continuam sem ser incomodados. A Rua Claudionor de Castro, habitada por um só morador, aqui já foi citada como foco do lixo descartado por residentes vindos de outros pontos da localidade. Agora é a vez do entulho de obra (clandestina?) camuflado em sacos de ração canina e lançado junto à ponte da mesma rua. Se quiser, dá até para identificar a origem do entulho. Mas, onde estão os fiscais municipais com visão de raio x (veem através dos muros) mas não veem o que está à vista de todos?

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