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O Berro do Bode Zé
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Só trouxas cumprem compromisso

O tema já recorrente, tendo ocupado este espaço por diversas vezes, promete estar aqui por outro tanto, no futuro, para confirmar que se trata de “defeito de nascença” ou característica do DNA da cultura tupiniquim. Se entre britânicos se cultua e se considera como ponto de honra a pontualidade, a formalidade, a fidelidade no cumprimento dos compromissos, entre brasileiros pontualidade não existe, a esculhambação pontua em tudo e fidelidade é algo desconhecido, porque cumprimento de compromissos assumidos, pode ou não acontecer; é como caso fortuito! Não se importa se a outra parte pode sair prejudicada, sofrer prejuízos. – Tô nem aí! – Assim pensam e assim agem! Há ainda os que se vangloriam de ter esse comportamento, não se prendendo à palavra dada, à hora combinada, mesmo porque podem até não usar relógio. Num país que se gaba por ter mais celulares que habitantes, seria de se esperar que tal comportamento tivesse sido, pelo menos, diminuído, mas não é o que se constata. Mais como brinquedo vulgar do que ferramenta útil, o celular é o paradoxo da comunicação interpessoal: corta o bate-papo ao vivo, estimula fofocas e potocadas online, mas não serve para comunicação do útil, necessário e urgente. Contam-se piadas pelo celular, denigre-se imagem alheia pelo celular, descreve-se toda uma viagem pelo celular enquanto o veículo roda, relatam-se intimidades domésticas sem se importar onde está e quem está ao redor. Entretanto, se um compromisso assumido ou hora combinada precisa ser cancelada, muito poucos se ocupam de informar à outra parte sobre o problema surgido. Nessa hora celular não existe! A outra parte que se dane, que se exploda, que vá se queixar ao bispo!

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