Boa medida a academia ao ar livre, para quem gosta, necessita de fazer exercícios físicos, mas não pode ou não quer gastar mais dinheiro, embora academias privadas ofereçam equipamentos mais sofisticados e específicos, em atendimento às necessidades de cada um. Um desses conjuntos foi instalado no complexo Estação Rodoviária/Praça do Artesão. É conjunto básico, porém suficiente para que se façam movimentos, já esquecidos em decorrência do vício do sofá, de onde não se levanta nem para mudança de canal, depois de popularizado o controle remoto. Se movimentos naturais como caminhada, escalada de árvore, trabalhos braçais, substituídos por veículos, pela ausência de frutas no quintal, ou do próprio quintal, e pela mecanização, essa mesma mecanização chega também aos exercícios deixados de lado em razão da modernidade. Se não se mexe, naturalmente, porque a mecanização e automação inibem, a própria mecanização oferece recursos, remetendo adultos, até vovôs, ao tempo de criança no parquinho infantil. Mas, ao que parece, adultos estão a perder espaço na academia ao ar livre, porque pais (adultos) levam seus filhos a ela como se a um parquinho infantil. Lá estão os pimpolhos a improvisar brincadeiras nos aparelhos, que lhes parecem brinquedos. Será que parecem também aos pais? Suspeita-se que sim, ou não sabem ler, porque a placa adverte: os equipamentos não são recomendados para crianças.