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Siga na luz, Nylton Batista

Valdete Braga

Foi com profunda tristeza que recebi a notícia da partida do nosso Nylton Batista. Digo “nosso” porque Nylton é parte da história do jornal O Liberal. Acredito que não só os funcionários atuais, como muitos dos que por aqui passaram tenham boas lembranças deste colega.

Lembro bem de quando cheguei, fui recebida por todos com muito carinho, e Nylton, com sua experiência, ajudou-me com conselhos e apoio. Apesar do jeito meio “fechadão”, estava sempre disponível e atento ao que fosse possível para auxiliar.

Quando lancei o meu primeiro livro, a resenha mais linda que recebi foi escrita por ele, e fiquei impressionada como ele conseguiu captar a real essência da história. Estava há pouco tempo na redação, mas nunca me esqueci.

Acabei ficando sem o recorte, perdido em uma das poucas mudanças que fiz na vida, e até hoje sinto por isto. Procurei a caixa perdida por um bom tempo, até que desisti, mas o texto ficou gravado em minha mente, de tão expressivo que era.

Eu estava me iniciando no mundo literário, com muita vontade e pouca experiência, cheia de garra e vontade de vencer, mas ainda sem a vivência que só o tempo oferece, e aquela resenha foi essencial para que eu entendesse mais sobre este mundo. Serei eternamente grata por isto.

A partida de Nylton, tão pouco tempo após a da esposa, me parece bem significativa, e acredito piamente que eles estejam juntos, na eternidade. Lurdinha deve tê-lo recebido com aquele sorriso tranquilo, encaminhando-o para a nova vida que os espera.

A morte faz parte da vida e já chegamos sabendo que iremos partir. Da mesma forma sabemos que todos os de nossa convivência partirão. Família, amigos, colegas, conhecidos… este é o único destino comum a todos os seres vivos. Todos nós iremos, e felizes os que vão deixando boas lembranças.

Ainda assim, assusta, e nem poderia ser diferente. Estamos na matéria e o desconhecido nos atemoriza. Por mais que a Fé sustente, ainda não estamos suficientemente evoluídos para que ela nos baste. Deveria bastar, e um dia chegaremos a este ponto, mas por enquanto ainda não alcançamos este grau de evolução. Por sermos matéria, a presença material faz muita falta.

Nylton já não é matéria. Ao lado de Lurdinha, partiu para outras dimensões melhores e mais desenvolvidas, deixando em nós que ainda somos, tristeza e saudade.

Está bem, e isto consola. Levou o conhecimento adquirido, a lucidez com que orientava a tantos, levou uma vida bem vivida.

Siga na luz, Nylton Batista, nosso cronista e professor. Leve consigo tudo o que conquistou em sua passagem por aqui. Leve a minha gratidão.

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