Valdete Braga
Mal terminamos de decorar a casa para o Natal, e está na hora de retirarmos os enfeites. Mal encerramos as comemorações do réveillon de 2025 e já estamos no início de 2026. Como muitos falam, a gente pisca e o ano termina.
Será que é mesmo o tempo que está mais acelerado, ou nós que estamos mais devagar? Fazemos esta pergunta e não encontramos uma resposta. A cada ano, a cada “virada”, temos a impressão desta celeridade, sem uma explicação para ela, sem sabermos se é realmente uma impressão ou a realidade.
Uma coisa é fato: a benção de podermos iniciar um novo ano com saúde é inquestionável. Estarmos vivos, mesmo com todos os problemas que esta vida apresenta, é Graça a ser celebrada com gratidão e Fé.
O mundo em que vivemos não está nada fácil, e com tristeza verificamos que, em muitos aspectos, ele está regredindo. Precisamos avaliar que nós é que construímos este mundo, e se ele está tão complicado, cabe a nós a tentativa de mudá-lo. É hora de reconsiderarmos pensamentos e atitudes, iniciando em nós mesmos a mudança que queremos para o mundo.
Esta mudança sempre se fez necessária, mas nunca se mostrou tão urgente, e a rapidez com o tempo está passando nos mostra isto, como se o próprio tempo não quisesse mais esperar por ela.
É normal em todo início de ano nos sugerirmos melhorar, a própria energia da época nos motiva a um recomeço, e obviamente pressupomos que todo recomeço deve ser para melhor, daí a dúvida do porquê parece que não melhoramos nunca. Neste início de mês, ainda estamos nesta energia de renovação e nos enchemos de esperança, mas à medida que os dias, semanas, meses, vão passando, nossos propósitos também passam, até que chega outro final de ano e começa tudo de novo.
Não temos mais tempo para isto, não podemos esperar mais. Precisa ser hoje, aqui, agora. Se o mundo não evolui é porque nós, seres humanos, não evoluímos. O mundo não se faz sozinho, nós que habitamos o Planeta é que somos responsáveis por isto. À medida que regredimos moral e eticamente, arrastamos conosco as consequências disto.
Não há mais tempo, talvez por isto ele corra tanto. Passou da hora, se não fizermos no tempo presente a nossa mudança, talvez nos anos futuros já nem teremos mundo para mudar.
Pensamos “a guerra está tão longe”, e não caímos em nós que só o fato de existirem guerras em 2026 é um retrocesso inaceitável. Falamos “no nosso país não existem terremotos” e não nos preocupamos com o meio ambiente, agredindo-o sem a menor culpa, e tantos outros exemplos que poderiam serem citados. A verdade é que alguns em escala mundial, outros no cantinho do seu quintal, todos nós somos responsáveis.