Imagem: Ane Souz / Marcos Delamore
A Prefeitura de Ouro Preto participou do 12º Encontro das Cidades Brasileiras no Patrimônio Mundial. O evento, que ocorreu entre os dias 2 e 5 de dezembro, no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, fomentou políticas e projetos que valorizam identidades locais e geram impacto positivo no desenvolvimento territorial.
Localizada no interior de Minas Gerais, a cidade de Ouro Preto destaca-se como um dos principais centros históricos e culturais do Brasil e do mundo. Com uma história que remonta a mais de três séculos, a Cidade Patrimônio Mundial preserva suas raízes, memórias e tradições afro-brasileiras, além de unir o vibrante do clássico à vida urbana do presente do município.
Ouro Preto não apenas atrai visitantes interessados em conhecer suas paisagens e monumentos arquitetônicos coloniais, mas também serve como lar para múltiplas manifestações religiosas e para milhares de moradores que experimentam a dinâmica do município diariamente.
Para o prefeito de Ouro Preto, Angelo Oswaldo (PV), esse momento representa um marco para a defesa da diversidade e da justiça racial.
“Ouro Preto aderiu ao Programa Cidade Ancestral. Rio de Janeiro e Ouro Preto, cidades ancestrais, cidades que cultuam a memória africana, cidades que se engajam na luta antirracista, não apenas pela igualdade racial, mas também pela equidade na construção da história do país. Reconhecemos todos aqueles e aquelas, desde as populações originárias, que construíram o nosso país. É dentro dessa ancestralidade que nós reconhecemos Ouro Preto como uma cidade afro-brasileira, ao lado do Rio de Janeiro, na declaração de Cidade Ancestral”, declarou o prefeito de Ouro Preto.
O Cais do Valongo é um sítio arqueológico e o principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas. O local salvaguarda a contribuição dos africanos e seus descendentes para a formação e desenvolvimento cultural, econômico e social do Brasil e do continente americano.
Em 2017, passou a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em reconhecimento à memória, resistência, liberdade e herança.
Promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial e o Ministério do Turismo, em parceria com a UNESCO, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Palmares Fundação Cultural, o encontro mobilizou profissionais do setor público, privado e da sociedade civil para discutir sobre preservação, turismo cultural, financiamento, comunicação e governança.