Paulo Noronha
Os servidores públicos municipais de Itabirito aprovaram em assembleia, no dia 10 de dezembro, o estado de greve. A decisão ocorreu após a confirmação de que não haverá pagamento do abono natalino neste ano e da suspensão dos valores retroativos referentes ao período da pandemia, que já haviam sido anunciados anteriormente. O sindicato aponta que a medida representa um retrocesso nos direitos da categoria e reflete a crise financeira enfrentada pelo município.
Durante a assembleia, que registrou participação expressiva, os trabalhadores relataram cortes de benefícios, atrasos em cronogramas acordados e dificuldades estruturais em áreas essenciais, como a saúde. O clima de insatisfação levou à aprovação de um calendário de mobilizações, incluindo manifestações na Câmara Municipal (15/12) e paralisação programada para a manhã do dia 17/12.
A Prefeitura, por sua vez, anunciou recentemente medidas de contenção de gastos, como a redução do horário de atendimento administrativo, justificando que o ajuste é necessário para equilibrar as contas públicas. A administração municipal afirma que a crise financeira exige prudência e revisão de despesas, mas o sindicato sustenta que os servidores não podem ser os principais prejudicados nesse processo.
O sindicato destaca que seguirá mobilizado até que haja uma solução para os pagamentos suspensos e para os demais pontos de reivindicação. A expectativa é de que as próximas manifestações ampliem o debate sobre a crise financeira e a valorização do servidor público em Itabirito.