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Centro Histórico de Mariana pode ser declarado Patrimônio Mundial Humanidade pela Unesco

Centro Histórico de Mariana pode ser declarado Patrimônio Mundial Humanidade pela Unesco

Imagem: Marcos Delamore / Marcos Delamore

O Centro Histórico de Mariana, construído em meados do século XVIII, pode se tornar Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A primeira cidade e capital de Minas Gerais já é tombada, a nível nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A proposta de tombamento internacional do centro histórico da Primaz de Minas foi anunciada pelo prefeito Juliano Duarte (PSB), que explicou as condições para que o município entre na lista a ser analisada pela Unesco.

“É um trabalho conjunto da Prefeitura de Mariana e da Arquidiocese, com recursos do Novo PAC, para que, em breve, todo o centro histórico e suas igrejas estejam restauradas. Vamos pleitear o tombamento do centro histórico de Mariana para que, também, seja considerado como Patrimônio Mundial da Humanidade, como fez a cidade de Diamantina”, destacou o prefeito.

Os templos religiosos da Igreja da Confraria, da Igreja das Mercês e da Igreja do Santana, em processo de restauração e conservação, são os condicionantes e requisitos finais para que o município postule na lista indicativa do IPHAN.

Além das igrejas, outras intervenções já foram concluídas ou estão em andamento pela cidade de Mariana: Igreja de Nossa Senhora da Glória, em Barro Branco, imagens devocionais e os sinos da Catedral da Sé, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Camargos, Igreja Bom Jesus do Monte, em Furquim, Igreja São Caetano, em Monsenhor Horta, e a Casa Capitular.

Localizada na Região Central do estado, Mariana foi um dos centros do Circuito do Ouro, parte integrante da Trilha dos Inconfidentes e do Circuito Estrada Real. A forte presença dos colonizadores portugueses influenciou na construção da estética barroca da cidade, formada por igrejas, casarões, Passos da Paixão e chafarizes.

Com a sua riqueza cultural, histórica, arquitetônica e patrimonial, além da preservação de suas edificações, o Centro Histórico de Mariana foi tombado como patrimônio artístico e cultural do país pelo IPHAN em 1945. O local é tido como um espaço de manifestações culturais, religiosas e festivas da cidade.

Monumentos e Espaços Públicos Tombados: Seminário Menor e Capela de Nossa Senhora da Boa Morte (Seminário de Nossa Senhora da Boa Morte), Igreja de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, Igreja de Nossa Senhora da Glória, Capela de Nossa Senhora de Santana, Casa do Conde de Assumar, Casarão dos Morais e Centro Cultural no Seminário Menor, Praça São Pedro, Praça Minas Gerais, Praça Santo Antônio, Praça Tancredo Neves, Praça Barão de Camargo, Praça Dom Silvério, Casa do Barão de Pontal (Solar de Mariana), Casa Capitular, Casa com Rótulas (Rua do Rosário), Casa de Câmara e Cadeia (Paço Municipal), Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, Igreja de Nossa Senhora das Mercês, Igreja da Sé (Igreja Catedral de Nossa Senhora da Assunção), Igreja de São Francisco de Assis, Igreja Matriz de Bom Jesus do Monte, Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Igreja Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, Igreja Matriz de São Caetano, Capela de Nossa Senhora dos Anjos da Arquiconfraria de São Francisco (Igreja de São Francisco da Confraria), Passo da Ladeira do Rosário e o Passo da Ponte da Areia (Passo da Flagelação).

Para obter o reconhecimento pela Unesco, a cidade histórica deve atender aos critérios técnicos e patrimoniais determinados internacionalmente, como a inscrição na lista indicativa do país, a preparação de um dossiê aprofundado e o parecer de especialistas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). A candidatura deve ser submetida pelo IPHAN, entidade que representa o Brasil, vinculada à Unesco, na área de patrimônio cultural.

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