Priscilla Porto *
Data a vir, romântica, tentemos ser românticos, então… com poesia, música ou versos:
“E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça…” – proporia como fala a seu cliente, o Cupido?
Pois eu profetizo é que no dia 12 de junho próximo, poderemos ter mais um cidadão na fila do desemprego. Afinal, com esses tais de Tinder, Facebook e Whatsapp, quem precisa do deus romano do amor, hoje em dia?
Mas tentemos, vai…
“Amor, meu grande amor, que chega assim bem de repente” – ou a apenas um click. É Senhor Cupido, a concorrência é bem desleal!
E era até um fator dificultador, quando Vinícius proclamava aos quatro ventos que o amor fosse imortal, posto que é chama, mas que fosse infinito enquanto durasse – mas, pelo menos, o Cupido poderia ter um emprego temporário.
Já hoje em dia? Que fique no “Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça”. Frejat mais moderninho, afinal de contas, que amor anda merecendo durar tanto?
E talvez o Cupido (que me desculpe o Lulu Santos), é quem seja realmente o último romântico. Porque paquerar, namorar, seja lá o que for, via rede social é tão mais fácil e prático, mas passa longe do quesito romance.
E era até bem interessante e desafiante quando o Cupido se deparava com um caso a la “Quadrilha” de Drummond, em que Luís amava Dilma, que amava Fernando, que amava Manuela, que amava Michel, que amava Jair, que não amava ninguém…
Entretanto, a realidade hoje é bem outra: com todo mundo “se pegando”, ninguém se amando, e o Cupido, coitado!, quase perdendo seu emprego…
*Jornalista e autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para um pessoal especial.